Prisão de Lula pode ocorrer a partir da segunda quinzena de abril
Decisão depende de decreto do TRF4, não do juiz Sérgio Moro; defesa ainda tentará evitar

A prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que na madrugada desta quinta-feira (5) teve o habeas corpus negado pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), poderá ocorrer a partir da segunda semana de abril. Até a próxima terça-feira (10), a defesa do ex-presidente pode recorrer com os chamados embargos dos embargos, que são uma última tentativa de recurso junto ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4). Só a partir deste julgamento, e se os embargos forem negados, é que Lula poderá ser preso.
Neste momento, a prisão de Lula ainda não pode ser executada pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da operação Lava Jato em primeira instância, e quem condenou Lula pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo caso do tríplex do Guarujá (SP).
Moro só terá autorização para expedir o mandado de prisão após os desembargadores do TRF4 julgarem os embargos, que a defesa de Lula tem até o próximo dia 10 para ingressar. Se os recursos forem negados, caberá ao TRF4 comunicar a decisão a Moro, que a partir de então poderá expedir a ordem de prisão.
Embora recursos no Tribunal regional não tenham prazo para serem julgados, a expectativa é que os desembargadores não demorem com esta definição, colocando em votação o caso de Lula tão logo os embargos cheguem ao tribunal.
O TRF4 terá 48 horas antes da sessão para avisar a defesa do ex-presidente sobre a data do julgamento. Se os prazos forem seguidos, a expectativa é que Lula pode ser preso já na segunda semana de abril.
O TRF4 terá 48 horas antes da sessão para avisar a defesa do ex-presidente sobre a data do julgamento. Se os prazos forem seguidos, a expectativa é que Lula pode ser preso já na segunda semana de abril.
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