Médico é preso por abuso sexual de pacientes em Rio Grande
Dalmo Batista Soares foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto. Por falta de vagas em albergues, foi liberado para prisão domiciliar, com uso de tornozeleira
Um médico de 68 anos foi preso no próprio consultório, no centro de Rio Grande, na tarde de terça-feira (3). Segundo a Polícia Civil, Dalmo Batista Soares foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, por abusar sexualmente de pacientes.
Os abusos foram denunciados por três pacientes. Dois dos casos ocorreram em 2013, no consultório particular do médico, durante a realização de exames, e foram os que levaram à condenação dele.

— A condenação do Tribunal de Justiça aponta que o crime foi praticado sem grave ameaça, mas sim induzindo as pacientes, em estado de extrema vulnerabilidade por procurar socorro de um atendimento médico, a erro — relatou o delegado Roberto Sahagoff.
A terceira denúncia contra Soares — que é especialista em traumatologia e atua como médico do trabalho — é de um caso que teria ocorrido em 2016, no Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Uma paciente relata ter chegado com fortes dores abdominais, suspeitando de gravidez. O médico teria feito o exame de toque e tentado beijá-la ao final da consulta. Este caso ainda está pendente de uma decisão definitiva da Justiça.
O mandado de prisão foi expedido na última quinta-feira (28) pela Justiça, e a prisão efetuada na terça. Por falta de vagas no regime semiaberto — devido ao fechamento do albergue na Penitenciária Estadual do Rio Grande, destruído por incêndio neste ano —, a Justiça concedeu prisão domiciliar a Soares, mediante o uso de tornozeleira eletrônica.
GaúchaZH tentou contato com a defesa do médico, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Em nota encaminhada à reportagem, o Cartório da Vara de Execuções Criminais do Foro de Rio Grande informa que o juiz Regis da Silva Conrado decretou sigilo no processo "considerando a existência de informações a respeito das vítimas". Confira a íntegra da nota enviada pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ):
"De ordem do Exmo. Sr. Juiz de Direito Regis da Silva Conrado informo que foi atribuído sigilo ao presente processo, considerando a existência de informações a respeito das vítimas. Outrossim, o apenado foi condenado a uma pena de 4 anos e 2 meses em Regime em Semiaberto e foi expedido mandado de prisão contra o mesmo, no qual foi cumprido pela polícia civil; e nesta data foi Deferida a prisão domiciliar, mediante a inclusão no sistema de monitoramento eletrônico (tornozeleira eletrônica), considerando que não há, no momento, albergue na Penitenciária Estadual do Rio Grande, visto que foi destruído por um incêndio neste ano."
Um médico de 68 anos foi preso no próprio consultório, no centro de Rio Grande, na tarde de terça-feira (3). Segundo a Polícia Civil, Dalmo Batista Soares foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, por abusar sexualmente de pacientes.
Os abusos foram denunciados por três pacientes. Dois dos casos ocorreram em 2013, no consultório particular do médico, durante a realização de exames, e foram os que levaram à condenação dele.

— A condenação do Tribunal de Justiça aponta que o crime foi praticado sem grave ameaça, mas sim induzindo as pacientes, em estado de extrema vulnerabilidade por procurar socorro de um atendimento médico, a erro — relatou o delegado Roberto Sahagoff.
A terceira denúncia contra Soares — que é especialista em traumatologia e atua como médico do trabalho — é de um caso que teria ocorrido em 2016, no Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Uma paciente relata ter chegado com fortes dores abdominais, suspeitando de gravidez. O médico teria feito o exame de toque e tentado beijá-la ao final da consulta. Este caso ainda está pendente de uma decisão definitiva da Justiça.
O mandado de prisão foi expedido na última quinta-feira (28) pela Justiça, e a prisão efetuada na terça. Por falta de vagas no regime semiaberto — devido ao fechamento do albergue na Penitenciária Estadual do Rio Grande, destruído por incêndio neste ano —, a Justiça concedeu prisão domiciliar a Soares, mediante o uso de tornozeleira eletrônica.
GaúchaZH tentou contato com a defesa do médico, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Em nota encaminhada à reportagem, o Cartório da Vara de Execuções Criminais do Foro de Rio Grande informa que o juiz Regis da Silva Conrado decretou sigilo no processo "considerando a existência de informações a respeito das vítimas". Confira a íntegra da nota enviada pela assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça (TJ):
"De ordem do Exmo. Sr. Juiz de Direito Regis da Silva Conrado informo que foi atribuído sigilo ao presente processo, considerando a existência de informações a respeito das vítimas. Outrossim, o apenado foi condenado a uma pena de 4 anos e 2 meses em Regime em Semiaberto e foi expedido mandado de prisão contra o mesmo, no qual foi cumprido pela polícia civil; e nesta data foi Deferida a prisão domiciliar, mediante a inclusão no sistema de monitoramento eletrônico (tornozeleira eletrônica), considerando que não há, no momento, albergue na Penitenciária Estadual do Rio Grande, visto que foi destruído por um incêndio neste ano."
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